Ele foi, de fato, a melhor pessoa que eu já conheci. Possuía uma serenidade em seus olhos cor do céu, um brilho intenso e uma vontade enorme de viver dentro de si. Perto dele não existia essa tal de ''tristeza'' e, se existisse, de modo algum, ele mandava ela ir embora e a ignorava. Ele levava a vida de um jeito simples e sabia apreciar as pequenas coisas que esse mundo oferecia. Ele gostava de acordar cedo, ligar o rádio e esperar o tempo passar. Ele gostava de conversar com as pessoas. Ele gostava de conversar comigo. Ele cuidava de mim, ele me levava pro jardim de infância, me buscava, me colocava pra dormir, me dava beijinhos na testa, me abraçava, me chamava de pequena e dizia que eu era a filha mais linda e inteligente do mundo. (ah, esqueci de constar que ele sempre foi muito exagerado também).
Quando brigavam comigo ele me defendia e não deixava que ninguém me machucasse com palavras. Ele sempre lembrava de mim, sempre tentava me agradar e conseguia. Sempre.
Às vezes me pergunto por quê ele teve que partir... Bem, acho que os anjos gostariam de ter ele lá em cima e o receberam muito bem. Ele apenas virou um pedaço do céu azul.
Eu olho pro céu e lembro dele. Dos olhos dele. Da calma dele. Da paciência dele. Da serenidade dele.
Isso me dá forças pra continuar, poi sei que se ele estivesse aqui não iria me deixar desistir e nem abaixar a cabeça. Tenho muito dele em mim, muito mesmo.
Vou tentar ser essa pessoa maravilhosa que ele foi. Vou dar o exemplo que ele deu. E vou ensinar tudo o que ele me ensinou.
Todos nós temos heróis, não temos? Então... meu herói foi meu pai e ele foi, de fato, a melhor pessoa que eu já conheci em toda a minha vida.
Autora: Bruna Radünz Hedel.
Tumblr: goodmemoriesneverdie
Tua felicidade.
domingo, 14 de abril de 2013
Deixo-te ir, finalmente vi que todos meus esforços não são o suficiente para manter todo esse amor.
Mas me entreguei. Por favor, nunca duvide disto.
Me entreguei de corpo e alma para você, respirava apenas por você.
Nunca gostei das suas músicas, mas eu as ouvia.
Detestava seu cabelo, mas sempre fazia carinho nele.
Suas piadas, patéticas.
Mas, eu sempre estive do seu lado, dos momentos difíceis e os de glória. Orava todas as noites pelo seu sorriso.
Pedi demais a Deus para te fazer feliz, talvez esse seja o problema. Eu pedi sua felicidade sem saber que a mesma não era ao meu lado.
Hoje eu a vi. Ela é realmente linda.
Como fui cega ao te deixar sair da minha vida sem mais nem menos.
Confesso, só tinha carinho amor e atenção para te oferecer.
Pouco, mas era tudo que tinha e eu dei a você.
Mas me entreguei. Por favor, nunca duvide disto.
Me entreguei de corpo e alma para você, respirava apenas por você.
Nunca gostei das suas músicas, mas eu as ouvia.
Detestava seu cabelo, mas sempre fazia carinho nele.
Suas piadas, patéticas.
Mas, eu sempre estive do seu lado, dos momentos difíceis e os de glória. Orava todas as noites pelo seu sorriso.
Pedi demais a Deus para te fazer feliz, talvez esse seja o problema. Eu pedi sua felicidade sem saber que a mesma não era ao meu lado.
Hoje eu a vi. Ela é realmente linda.
Como fui cega ao te deixar sair da minha vida sem mais nem menos.
Confesso, só tinha carinho amor e atenção para te oferecer.
Pouco, mas era tudo que tinha e eu dei a você.
A dama e o vagabundo.
sábado, 13 de abril de 2013
É morena, você chegou de mansinho, quietinha, e com esse seu
jeitinho foi me conquistando.
Não sei, nunca soube expressar tudo o que eu
sentia, ainda não saberia, mas acho que demonstrei quando pude.
Brava. Sim eu gostava de te deixar brava, porque só eu sei o
quanto você ficava linda.
Lembra uma tarde em que saímos e não foi nada do que
planejávamos? Eu voltei para minha casa bravo, mas logo percebi que eu quem
estava fazendo errado, voltei, fui até
sua casa a noite, bati no seu portão, digamos que foi meio estranho afinal
fiquei de um lado do portão e você do outro, pode rir, foi engraçado. Mas foi
tudo tão diferente aquele dia, você me olhou de uma forma que ninguém nunca
havia me olhado antes e foi naquele seu olhar que eu percebi que eu estava
fazendo a coisa certa, aquele dia eu percebi que realmente estava te fazendo
feliz.
Brigamos bastante enquanto estávamos juntos, mas como eu
disse “juntos” sempre superávamos, e depois, nossa lembra o quanto era bom
depois? Chegava a ser difícil de dizer o quanto era melhor. Mas sabe o porquê?
Porque mostrava o quanto nos amávamos, o quanto o nosso amor era superior a
qualquer coisa.
Pois é, como você me disse, não sei como não conseguimos
superar a esta última briga.
Minha pequena, não tem um dia que eu não acorde com saudades
suas, tem dias que consigo amenizar ela, outros dias ela chega a ser quase que insuportável,
porque não tem como passar um dia sem pensar em você.
Às vezes me pego no meio
da noite acordado no outro lado da cama e lembro de você, porque aquele era o
seu lado lembra? Vou ao mercado, passo no caixa e lá vejo uma caixinha de halls
preto.
Dormir sem dizer: “Dorme com Deus minha vida, eu te amo mais
que tudo” Não é fácil.
Minha felicidade tinha seu nome.
Mas bem, quando eu prometo algo eu cumpro, e eu prometi lhe
fazer feliz, mesmo que isso custasse a minha felicidade.
Hoje foi um desses dias em que a saudade foi demais. Só
queria expressar de alguma forma, e te dizer: “to te esperando, não demora ta?”
''Agora chega de
bobeira, vmk e mebj hta, antes que eu te tascole a mão. Kkk''
Autor: Jonathan Monteiro.
Borboletas no estomago.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Parecia ser só um início de aula comum, aquele enorme tédio antes do sinal tocar.
E era mesmo tedioso, até olhar para o lado e ver passos familiares e um leve arrepio na nuca. Era ele vindo com aquele enorme sorriso bobo que eu adoro.
Nada de muito estranho nem apenas beijo no rosto, só uma leve troca de olhares. Não demorou muito para que ele me fizesse rir até minha barriga doer.(não sei como ele consegue)
Chegou fazendo graça como sempre, me chamando de pequena intercalando com linda.
Não sei exatamente quando todos nossos amigos em comum começaram a dizer que éramos perfeitos um para o outro.
Hora de se despedir, tinha apenas mais três minutos ali fora. Lembro que olhei para as estrelas antes de olhar para os olhos dele, nunca antes havia reparado como ele me olha de uma forma linda.
Dei dois beijos em seu rosto, um feliz por ele estar ali e o outro triste por ele já ter que partir.
Virei e dei cerca de cinco passos, até ouvir uma voz forte me falando pra voltar. Não sei de onde surgiu a voz, mas me aparentava segurança no que eu deveria fazer.
Voltei, encostei meus lábios aos dele por breve 2 segundos. Foi o suficiente para sentir a boca dele na minha pelo resto da noite.
Já estava tudo perfeito, fui até minha sala pensando se realmente aquilo havia acontecido. Depois de ser chamada repetidas vezes pela garota que estava sentada atrás de mim, me virei. Ela estava apontando o dedo para um cartaz no fundo da sala, não acredito no que li. Chego mais perto e me deparo com um simples recado, que humilhou qualquer buquê de rosas vermelhas já visto antes.
Três palavras, que nas quais me fizeram ver a certeza daquela voz dentro de mim.
E era mesmo tedioso, até olhar para o lado e ver passos familiares e um leve arrepio na nuca. Era ele vindo com aquele enorme sorriso bobo que eu adoro.
Nada de muito estranho nem apenas beijo no rosto, só uma leve troca de olhares. Não demorou muito para que ele me fizesse rir até minha barriga doer.(não sei como ele consegue)
Chegou fazendo graça como sempre, me chamando de pequena intercalando com linda.
Não sei exatamente quando todos nossos amigos em comum começaram a dizer que éramos perfeitos um para o outro.
Hora de se despedir, tinha apenas mais três minutos ali fora. Lembro que olhei para as estrelas antes de olhar para os olhos dele, nunca antes havia reparado como ele me olha de uma forma linda.
Dei dois beijos em seu rosto, um feliz por ele estar ali e o outro triste por ele já ter que partir.
Virei e dei cerca de cinco passos, até ouvir uma voz forte me falando pra voltar. Não sei de onde surgiu a voz, mas me aparentava segurança no que eu deveria fazer.
Voltei, encostei meus lábios aos dele por breve 2 segundos. Foi o suficiente para sentir a boca dele na minha pelo resto da noite.
Já estava tudo perfeito, fui até minha sala pensando se realmente aquilo havia acontecido. Depois de ser chamada repetidas vezes pela garota que estava sentada atrás de mim, me virei. Ela estava apontando o dedo para um cartaz no fundo da sala, não acredito no que li. Chego mais perto e me deparo com um simples recado, que humilhou qualquer buquê de rosas vermelhas já visto antes.
Três palavras, que nas quais me fizeram ver a certeza daquela voz dentro de mim.

Sem validade.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Diga-me qual a duração do ''para sempre''. Ultimamente é tão vago que espero tudo durar mais, eu preciso de mais tempo.
É tão estranho te olhar assim distante, mas tão perto. Cadê todo aquele amor sem fim, que me jurava ser para sempre, todo aquele calor, para onde foram todos os apelidos bobos, as brincadeiras sem sentido também se foram. Aonde foi parar a malícia, os carinhos, os beijos e os sonhos?
É estranho como tudo isso desparece nos dias de hoje, sem ''eternos'' e futuro ''perfeito''. Complicado me desfazer dessa ilusão, tudo se foi.
Um simples gesto me faz recordar dos planos para o amanhã, da sorveteria da esquina e das juras ao por do sol.
Você me beija a testa, eu me sinto segura por questão de segundos. Poderia durar ainda mais que um clichê de ''para sempre ao teu lado''.
Não é culpa sua, é culpa das palavras com seus sentidos fortes demais. Talvez uma outra vida, nós nos encontramos novamente e você poderá me ensinar que nada dura o tempo que desejamos.
Queria você aqui, me explicando como é fácil superar o fim.
É errado esperar que tudo seja real?
Não te quero para sempre, nem eternamente. Apenas espero verdades, essas seriam quanto aos seus sentimentos e o real das palavras para você. Sem juras ou termos clichês.
Me ensina que nada é para sempre ao teu lado, leve o tempo que precisar.
Seja ele uma vida, um mês ou apenas três segundos.
O quanto realmente durar.
É tão estranho te olhar assim distante, mas tão perto. Cadê todo aquele amor sem fim, que me jurava ser para sempre, todo aquele calor, para onde foram todos os apelidos bobos, as brincadeiras sem sentido também se foram. Aonde foi parar a malícia, os carinhos, os beijos e os sonhos?
É estranho como tudo isso desparece nos dias de hoje, sem ''eternos'' e futuro ''perfeito''. Complicado me desfazer dessa ilusão, tudo se foi.
Um simples gesto me faz recordar dos planos para o amanhã, da sorveteria da esquina e das juras ao por do sol.
Você me beija a testa, eu me sinto segura por questão de segundos. Poderia durar ainda mais que um clichê de ''para sempre ao teu lado''.
Não é culpa sua, é culpa das palavras com seus sentidos fortes demais. Talvez uma outra vida, nós nos encontramos novamente e você poderá me ensinar que nada dura o tempo que desejamos.
Queria você aqui, me explicando como é fácil superar o fim.
É errado esperar que tudo seja real?
Não te quero para sempre, nem eternamente. Apenas espero verdades, essas seriam quanto aos seus sentimentos e o real das palavras para você. Sem juras ou termos clichês.
Me ensina que nada é para sempre ao teu lado, leve o tempo que precisar.
Seja ele uma vida, um mês ou apenas três segundos.
O quanto realmente durar.
Melodia do tempo.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Aqui estou, sentado nessa cadeira de palha velha ouvindo um sabiá cantar uma melodia triste e solitária. Logo me pego viajando nos meus 7 anos, corria, pulava e cantava mais que qualquer passarinho já visto. Minha mãe, Dona Francisca como era conhecida passava horas em um asilo cuidando dos mais velhos que ela. Seu sonho era que eu fosse doutor. Posso ouvir a sua voz amorosa ao dizer que teria o poder da cura. Mas eu moleque vivendo o grande calor da copa queria mesmo era ser jogador de futebol. Nós eramos pobres mas sempre frequentei boas escolas e me sentia na obrigação de tirar boas notas. Eram quatro horas naquela escola de mauricinhos, os pais vinham busca-los de carro importado todos engomadinhos dentro dos seus ternos e sapatos brilhantes. Meu pai era de longe um dos mais bem vestidos, ele me buscou na escola uma só vez, com um macacão velho e andando de forma estranha entre os outros.
Confesso que nunca vi muito amor entre meus pais, aliás ouvia muito mais gritos e até choros da minha mãe do que qualquer palavra carinhosa. Hoje faz 34 anos que amanheci sem meu pai em casa. Minha mãe apenas me disse que ele havia ido morar na casa dos meus avós já falecidos em Pernambuco.
Os dias foram se passando e meu pai saindo cada vez mais do meu quadro familiar. O que não imaginava era que veria ele antes do esperado. Não, de forma alguma deixaria a minha mãe, mas como disse sempre fui louco por futebol e essa loucura toda levou a minha mãe de mim. Era 28 de dezembro, em pleno verão, fui com a minha mãe olharmos as decorações na praça principal da cidade, enquanto seus olhos brilhavam por uma árvore comum de natal os meus brilhavam mesmo era para a bola autografada em uma loja do outro lado da rual.
Não precisei de muitos esforço para puxar a minha mãe que parecia estar vidrada em todas aquelas luzes. Quando menos esperado ela se dá conta que estamos no meio da rua e que estou à arrastando para ver uma bola. Foi questão de segundos e a terceira guerra mundial começou ali mesmo no meio da rua. Não lembro de ver a minha mãe tão furiosa como naquele dia. Em meio a gritos eu disse que que a odiava. Não creio que fiz isso ainda hoje. Pensei que iria apanhar, mas ela só ficou ali parada sem mover um músculo se quer. Conclui a travessia e ela permanecia lá em seu ''estado de choque''. Quem dera eu ter apanhado doeria bem menos, pois um carro levou minha mãe como se ela fosse um papel, um papel já amassado por dentro. Posse ver o rosto dela em meus sonhos ainda, me culpo tanto nas caladas da noite.
Demorou para entender que a minha mãe havia falecido mas não tive demora alguma para que eu me sentisse culpado. Como todos do bairro me conheciam consegui alguns trocados para ir à Pernambuco. A vida aqui é estranha eu e meu pai pouco conversávamos, nas horas das refeições era um silêncio total, não ia mais para escola. Saía de casa só para ajudá-lo em seu trabalho. Meu pai era pedreiro diga-se de passagem o melhor da região.
Mesmo morando na mesma casa passava dias sem vê-lo, quem cuidava de mim era a senhora Maria do Carmo que por sinal tem um coração tão grande quanto o de minha mãe. Ela sempre me disse que meu pai tinha problemas sérios mas eu era novo demais para entender. Nesse termo eu concordo com ela, eu era novo mas não era tão ingenuo para não perceber os ataques de raiva sem motivo e o cheiro forte de bebida que ele tinha.
Vim dormir diversas vezes na casa de Maria do Carmo ela tapava meus olhos com força para não ver todo estrago que meu pai fazia. Uma vez aos prantos para me tirar de casa meu pai jogou um vaso em direção ao seu corpo, foram 7 pontos no seu braço já enrrugado.
Deixei meu pai sozinho, trouxe meus brinquedos para casa da minha agora segunda mãe. Poucas vezes vi meu pai abrir às janelas para se quer entrar um raio de sol. Sentia-o ainda mais longe do que na separação com minha mãe. Hoje a casa está lá, vazia, com a pintura gasta e as flores sofridas com o tempo.
A última vez que o vi, foi no hospital. Primeiro me parecia apenas mais um de meus nobres pacientes atpe ver a cor de seus olhos, a mesma cor dos meus. Era meu pai, precisava de uma transfusão de fígado o quanto antes. Lamento por ter me negado a ajudá-lo mas lamento ainda mais por não ter salvado.
Ainda moro com a dona Maria, hoje minha sogra e avó de meus dois filhos.
Sabiá já terminou a canção, a minha humilde e bela canção.
Confesso que nunca vi muito amor entre meus pais, aliás ouvia muito mais gritos e até choros da minha mãe do que qualquer palavra carinhosa. Hoje faz 34 anos que amanheci sem meu pai em casa. Minha mãe apenas me disse que ele havia ido morar na casa dos meus avós já falecidos em Pernambuco.
Os dias foram se passando e meu pai saindo cada vez mais do meu quadro familiar. O que não imaginava era que veria ele antes do esperado. Não, de forma alguma deixaria a minha mãe, mas como disse sempre fui louco por futebol e essa loucura toda levou a minha mãe de mim. Era 28 de dezembro, em pleno verão, fui com a minha mãe olharmos as decorações na praça principal da cidade, enquanto seus olhos brilhavam por uma árvore comum de natal os meus brilhavam mesmo era para a bola autografada em uma loja do outro lado da rual.
Não precisei de muitos esforço para puxar a minha mãe que parecia estar vidrada em todas aquelas luzes. Quando menos esperado ela se dá conta que estamos no meio da rua e que estou à arrastando para ver uma bola. Foi questão de segundos e a terceira guerra mundial começou ali mesmo no meio da rua. Não lembro de ver a minha mãe tão furiosa como naquele dia. Em meio a gritos eu disse que que a odiava. Não creio que fiz isso ainda hoje. Pensei que iria apanhar, mas ela só ficou ali parada sem mover um músculo se quer. Conclui a travessia e ela permanecia lá em seu ''estado de choque''. Quem dera eu ter apanhado doeria bem menos, pois um carro levou minha mãe como se ela fosse um papel, um papel já amassado por dentro. Posse ver o rosto dela em meus sonhos ainda, me culpo tanto nas caladas da noite.
Demorou para entender que a minha mãe havia falecido mas não tive demora alguma para que eu me sentisse culpado. Como todos do bairro me conheciam consegui alguns trocados para ir à Pernambuco. A vida aqui é estranha eu e meu pai pouco conversávamos, nas horas das refeições era um silêncio total, não ia mais para escola. Saía de casa só para ajudá-lo em seu trabalho. Meu pai era pedreiro diga-se de passagem o melhor da região.
Mesmo morando na mesma casa passava dias sem vê-lo, quem cuidava de mim era a senhora Maria do Carmo que por sinal tem um coração tão grande quanto o de minha mãe. Ela sempre me disse que meu pai tinha problemas sérios mas eu era novo demais para entender. Nesse termo eu concordo com ela, eu era novo mas não era tão ingenuo para não perceber os ataques de raiva sem motivo e o cheiro forte de bebida que ele tinha.
Vim dormir diversas vezes na casa de Maria do Carmo ela tapava meus olhos com força para não ver todo estrago que meu pai fazia. Uma vez aos prantos para me tirar de casa meu pai jogou um vaso em direção ao seu corpo, foram 7 pontos no seu braço já enrrugado.
Deixei meu pai sozinho, trouxe meus brinquedos para casa da minha agora segunda mãe. Poucas vezes vi meu pai abrir às janelas para se quer entrar um raio de sol. Sentia-o ainda mais longe do que na separação com minha mãe. Hoje a casa está lá, vazia, com a pintura gasta e as flores sofridas com o tempo.
A última vez que o vi, foi no hospital. Primeiro me parecia apenas mais um de meus nobres pacientes atpe ver a cor de seus olhos, a mesma cor dos meus. Era meu pai, precisava de uma transfusão de fígado o quanto antes. Lamento por ter me negado a ajudá-lo mas lamento ainda mais por não ter salvado.
Ainda moro com a dona Maria, hoje minha sogra e avó de meus dois filhos.
Sabiá já terminou a canção, a minha humilde e bela canção.
Foi só o tempo.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Sabe porque Romeu e Julieta são ícones do amor, são falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno?
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora.
Provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e a Julieta com o Ricardão. Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loura linda motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando o Romeu... Ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.
Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas.
Julieta não teve a oportunidade de mostrar pra ele o quanto fica insuportável de TPM.
Romeu não saía sexta-feira a noite para jogar futebol e só voltada ás 6 horas da manhã bêbado.
Julieta não teve filhos, engordou nem ficou histérica com muita coisa pra fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em que ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.
Romeu nunca deixou de mandar flores no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado.
Julieta nunca teve um crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu não tinha uma ex-mulher infernizando a vida da Julieta.
Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça, virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível.
Por essas e outras coisas que eles morreram se amando.
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora.
Provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e a Julieta com o Ricardão. Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loura linda motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando o Romeu... Ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.
Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas.
Julieta não teve a oportunidade de mostrar pra ele o quanto fica insuportável de TPM.
Romeu não saía sexta-feira a noite para jogar futebol e só voltada ás 6 horas da manhã bêbado.
Julieta não teve filhos, engordou nem ficou histérica com muita coisa pra fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em que ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.
Romeu nunca deixou de mandar flores no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado.
Julieta nunca teve um crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu não tinha uma ex-mulher infernizando a vida da Julieta.
Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça, virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível.
Por essas e outras coisas que eles morreram se amando.
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