O nosso fim.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Não consigo pensar em você e não sorrir. Caminhamos juntos por tanto tempo e agora estamos tão longe sentimentalmente um do outro. Talvez esse tenha sido o meu erro, deixar que a distancia tomasse conta.

Sabe, o teu sorriso continua sendo o mais sincero que já e o teu cheiro ainda é o meu preferido. Mas passou, foi um linda e breve história de amor. História essa que contarei para os meus netos.

Um amor bobo, inocente e ao mesmo tempo tão maduro.
Foi com você que aprendi o valor de um amanhecer, e como é lindo uma noite estrelada.
São esses tipo de coisa que mesmo com o nosso fim, eu guardarei.
Guardo assim como a nossa velhice vai guardar as recordações de criança, cada riso, tombo e brincadeira.

Acabou não é? Não sou mais a tua pequena e você não pode mais ser a minha companhia em direção a Paris.

Porém, nunca em hipótese alguma vou deixar que o meu sorriso por ti se esgote, e as lembranças se tornem vagas.

Chegamos ao fim, mas eu te encontro em uma possível outra vida.


Rainha e Rei.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A verdade é que depois de tantos tombos, a gente começa a se entregar com calma pra esse tal de amor.
O que antes era só sorrisos e flores, hoje vai além de confidencias, olhares e intimidades.
Toda garota precisa de um companheiro, não só para as horas de carência ou de felicidade constante.
Nós, garotas queremos alguém para nos envolver e nos proteger, queremos alguém que também nos permita passar pelo perigo.
Precisamos de carinho e também de lições.

O amor é como um jogo de xadrez, você vai encontrar alguém jogue por você. Porém poder encontrar alguém para jogar com você.
Garotas querem alguém que vá embora quando pedimos, mas quem volte em menos de cinco minutos. Queremos saber que realmente em momentos tristes, teremos um timbre nos acalmando ou até mesmo uma respiração quente nos confortando.
E nos momentos de alegria, essa mesma pessoa nos fará transbordar felicidade.

Precisamos de alguém para reinar ao nosso lado, até o último segundo.


Palavras não ditas...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

- E quando foi que nós nos transformamos nisto?

-Qual foi o momento em que a minha vida sem você tornou-se muito mais interessante?

Não me lembro de ter fechado a porta, muito menos de ter dito Adeus... Mas o ar ficou tão mais leve desde que você se foi e eu que pensei em morrer sem você. Eu não morri, na verdade eu continuo seguindo em frente lentamente, ao ritmo do tempo!

Não lembro quando parou de chover no meu telhado, mas percebi que o frio parou de ser doloroso e a solidão tornou-se apenas uma questão de opinião e pra mim estar sozinha é algo muito libertador...
Eu tentei fazer diferente, ser a diferença, mas não adiantou...
-Estou assutada... O tempo passou? E eu que pensava que as coisas poderiam ser eternas... Será que eu ainda te amo? Será que um dia eu te amei? Nem si. Não é importante. Não mais! 

Eu tentei

Eu tentei fazer diferente, ser a diferença, mas não adiantou...
-E quem desistiu de quem primeiro? Eu de você ou você de mim?
-Isso importa? Não, nada mais importa.
Ontem era tão importante, tudo tão assustadoramente necessário e hoje tudo mudou. O meu mundo tornou-se tão meu, nada mais seu, nada além de mim...

Sinto tanto, por tudo, por enquanto...
-Poderíamos ter sido felizes?
-Acho que não, talvez, não sei...
Mas eu te amei tanto... O amor não é tão completo ou sei lá uma fórmula mágica, como dizem por ai...

-Promete que você ficará bem?

Cuide-se, isso me deixaria imensamente feliz. Eu me importo contigo e sei que você cuida diariamente de mim. E quando pensamos não ter sobrado nada, Confesso que fico feliz em saber que restou o AMOR.

Sobre a autora: Andrielle Antonia, 19 anos. Apaixonada por literatura, músicas e filmes.
Administradora do blog Mais íntimo.

Sem mais...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Parece que o seu propósito de vida é me complicar não é?
Complicada, é assim que fico contigo. Meus pensamentos se misturam, perco a razão e a fala.
O certo vira errado e o errado vira o perigoso. Mas nós não nos importamos.
Ainda sinto teu perfume aqui, maldito cheiro esse teu que não me abandona.
Não posso colocar intensidade nisso, nada de sentimentos, expetativas ou apego. Você não quer isso e eu te compreendo.

Mas compreenda, que teus braços me envolvem perfeitamente e que nossos olhos brilham sempre que se encontram.
E sabe porque nós sempre nos traçamos em uma rua qualquer?
Porque bem no fundo, lá dentro em algum cantinho... Eu te pertenço.


E você apareceu.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Foi em uma daquelas festas que nos fazem esquecer o nosso próprio nome que te conheci. Bom, acho que de fato nenhuma dose teria tirado o seu sorriso da minha cabeça.
Era como se você fosse a glicose que meu sangue tanto pedia. Bobagem...
Continuei dançando e você continuou perdido no meio da bagunça. Não precisa estar sã para saber que aquela festa não era o teu lugar.

Você tem aquela pinta de garoto certinho, aqueles que programam um encontro com velas e champanhe. Que diabos você estava fazendo no meu território? Na minha bagunça?

E sabe aquela história de os opostos se atraem...

Daqui a cinco minutos você irá bater em minha porta para irmos até uma daquelas festas que não fazem o teu tipo e logo depois vamos para o teu jantar.
E eu não me importo que você não seja o meu ''tipo'' eu me torno perfeita para você, com todos os jantares, velas, pipoca e músicas melosas. Por você eu abandono a balada, a farra e a bebedeira.

Eu me abandono, para então sermos um só.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sabe algo que permanece mesmo quando uma relação termina? Manias.
Muitos poderiam ter pensando em saudade ou lembranças. Mas não, é manias. Eu percebi isso com o meu primeiro amor. Uma garota de cabelos negros ondulados, boca bem desenhada e baixinha. Nos conhecemos na sala de aula.

Notei que ela fazia um laço na letra ''E'' quando copiava a lição, e eu achava aquilo bonitinho. Comecei a treinar para fazer igual. E consegui.
Notei, também, que ela gostava de cartinhas. Então comecei a mandar as minhas. Aprendi a colocar o que sinto em palavras. E a amar em silêncio. Até que um dia ela foi embora.
Eu fiquei triste, mas continuei com a mania de fazer o laço na letra ''E'' e a escrever cartas, mesmo que elas nunca tenham sido enviadas. Um tempo depois, eu conheci uma outra garota metida a ''sabe tudo''. E sabe o que era pior? Ela sabia mesmo. Ela era tão inteligente que não teve nenhuma dificuldade em me dominar. Pois é, eu, um problemático decidido a deixar esse negócio de relacionamentos pra lá, juntar dinheiro, comprar um Chevette 1.0 e cair na estrada sem rumo algum.

Estava lá, contando moedinhas e pensando se ela gostaria de receber um buquê de rosas ou tulipas. Ela estudava todas as tardes na biblioteca, então eu comecei a ir estudar também. Li mais livros do que achei que seria possível. Ela gostava de ler romances nas horas vagas. E adivinha?
Eu comecei a ler também. Exatamente os mesmos livros. Aí ela me perguntava se eu gostei do desfecho da história, eu dizia que achei incrível, mas na verdade não tinha entendido nada.

Mas ela ficava feliz e tinha um sorriso lindo. Foi então que ela passou em um vestibular de uma faculdade de alto nível e teve que se mudar para um lugar próximo ao inferno. Se duvidar, o inferno é mais perto.Mas sem problemas, porque umas noites de choro no escuro do meu quarto não afeta ninguém e uma hora termina. Mas deixa manchas no travesseiro pra sempre. Só que eu continuei com a mania de ler e estudar cada vez mais. Fiz coleção de romances e deixei de sair muitas vezes para estudar. Ela foi embora, porém eu passei no vestibular de uma das melhores faculdade da cidade. E foi na faculdade que eu conheci uma branquinha de cabelos longos e lisos, com um corpo tão escultural que parava carros, aviões e navios.

Mas que tinha também, um jeito fácil de me fazer se sentir especial e único. Ela costumava ir na academia todos os dias. Segunda à Domingo. Aí eu comecei a ir também. Às vezes era apenas para ficar um pouco mais perto dela, mas acabei me acostumando com a ideia. Um dia a gente teve uma briga muito feia. Ela disse ''Blá Blá''. Eu entendi '' Mi Mi''. Enfim, cada um por si. Mas eu continuei com a manina de ir para a academia, cada vez mais.
O magrelo ficou forte. Tomei grandes doses de auto-estima e viciei. Então eu disse: Chega. Acabou.
Não quero mais isso de casar, filhos, família e todas essas coisas de filmes e livros. A partir de agora sou eu, com um pouco de eu, e mais eu. E sabe, era pra ter dado tudo certo.

Droga, era pra ter sido só eu. Só que, me apareceu ''Ela''. Foi no começo da primavera. Não me lembro muito bem o dia, nem a hora. Mas me lembro de nunca, em toda minha vida, ter me impressionado tando com um sorriso que em conjunto de uma gargalhada gostosa, fazia todo meu corpo estremecer.
Eu sabia que não devia me aproximar. Afinal, eu já tinha decidido a minha vida. O rumo. A ordem. A escolha. Era bem simples, eu podia dizer que tinha um jantar em família e estava atrasado, não perguntar o telefone e nunca mais aparecer por lá. Eu realmente tinha um jantar para ir. Então, estufei o peito de ar, e disse, naquele momento, o momento: ''Você não gostaria de me acompanhar no jantar?'' Depois de perceber a besteira que eu tinha feito, fiquei torcendo ''Não aceita, não aceita, não aceita''. E ela aceitou.

A minha razão e orgulho estavam partidos, mas o meu coração estava mais completo e inteiro do que jamais pensei um dia estar. Não sei dizer quantas vezes pensei na besteira que tinha feito. E sabe de uma coisa? Foi a besteira mais certa que já fiz. Escrevo isso e levanto a cabeça vagamente para olhar no sofá, e ela, essa mesma garota daquele começo de primavera, está lá, sentada, conversando com a minha mãe sobre novelas e roupas. As duas mulheres da minha vida conversando sobre duas coisas que eu não entendo. Ela ama as cartas que escrevo e deixo do lado da cama dela, gosta do laço que eu faço na letra ''E'', acha bonitinho os romances que leio e adora o meu físico.

Se ela vai deixar manias em mim? Ainda é incerto. Posso dizer que eu não queria esse negócio de casar e compartilhar as minhas coisas com outra pessoa. O típico egoísta. Mas faz mais ou menos um semana que eu a pedi em casamento. Eu não queria isso de ter filhos, ser pai e toda essa carga de responsabilidades. Mas faz uns três meses que ela me disse estar grávida de um filho meu.
Hoje, no quinto mês de gestação, eu possuo o sorriso mais sincero e verdadeiro do mundo, uma futura esposa que adora o som da minha voz e a mania de calcular jeitos de comprar uma casa maior. E ah, antes que eu me esqueça, ontem a minha noiva me ligou e disse, em meio a berros e gritos: ''Meu amor, é uma menina!''



 Autor Desconhecido.

O amor.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempo em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal.

E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria carona da volta. E meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com a manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem  ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala ''ah, enjoei, ela era meio sem assunto'' e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo ''ah, ele não entendeu nada'' e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posso porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase quinze anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmo há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me conta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa.

São quinze anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo.
Ele sempre comprou meus testes de gravidez, mesmo a suspeita nunca sendo nossa. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex mulher. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados ''alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor'' e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra''.
E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.




Autora: Tati Bernardi.