O drama do berçário.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Confesso que durante minha licença maternidade senti muita falta de trabalhar fora, bater o ponto e de toda a correria. 

Estava um pouco apreensiva com a questão de onde seria o melhor lugar para deixar a Ágatha na minha ausencia. Ficar com a vovó? Contratar uma babá ou ficar em casa? 

A verdade é que são ''N'' opções e respeito cada mãe com a sua.
No meu caso não pude deixar de trabalhar e optei entre todas estas opções por uma creche na cidade onde moro.

Foi um momento de muito medo e insegurança! Para acalmar meu coração de mãe, conversei com diversas professoras, pais de outros bebês e claro segui meus instintos (que não falham). Preparei este post com dicas para facilitar esse momento mãe/creche. Espero que gostem....




Grande maioria das creches já fornecem um período de adaptação, que no qual o responsável pela criança permanece um certo período na creche.
Quando se trata de adaptação à entrada em berçários, creches ou escolas, medo e expectativas são intensificados, por tratar-se de uma situação nova e tão delicada.
Me tornei uma  esquizofrênica com perguntas do tipo: “será que vão cuidar direitinho dela?”, “será que ela vai dormir tranquila?”, “e se ela não comer nada?”, “ e quando ela chorar?”, “será que vai ficar doentinha?, “outras crianças irão machuca-la?”, “será que ficará chorando no berço sem suporte nenhum?”…
Nessa situação, é claro que vem a culpa por deixar aquele pedacinho de gente num lugar desconhecido, cheio de crianças, exposto a infecções e adultos desconhecidos. Fico pensando também no lado da bebê, seu pequeno psicológico será, nessa fase de adaptação, treinado a lidar com o medo de estar sendo deixado, de não saber para onde vão os pais quando somem de seu campo de visão e a insegurança gerada por aquele novo, atraente e assustador universo que se apresenta.
A adaptação pode ser mais fácil ou mais difícil dependendo muito da criação da criança até aquele momento (maior dependência ou independência). A idade da criança também costuma fazer diferença: Bebês em torno dos 6 meses geralmente adaptam-se com muita facilidade. Contudo, neste caso, a adaptação é mais para as mães (este é meu caso), pois costumam a sofrer por verem seus filhos sozinhos sem seu amparo.
É comum que, neste momento, da adaptação, surjam sentimentos contraditórios. Ao mesmo tempo em que as mães desejam ver seu bebê entrar feliz e se jogar nos braços da professora, sentem uma profunda dor quando isto acontece. Como no meu caso que mal tinha virado as costas e a minha pequena já estava lá gargalhando para a mulher que ela nunca havia visto.
Mas, o que consola é que, passada essa a turbulência das primeiras semanas na creche, certamente começarão a aparecer as conquistas e as novas aquisições do bebê! Ele terá sua autonomia desenvolvida e será bastante estimulado. Importante para suavizar este momento é ter em mente que a creche será boa para seu filho. Ele aprenderá a se socializar, a ter maior autonomia, a resolver pequenos problemas e irá brincar muito e fazer vários amigos e esta é uma das maiores riquezas da nossa vida.
Conversando com a coordenadora da creche e pesquisando muito sobre o tema, pontuei algumas dicas para ajudar na adaptação do seu bebê.
  • Nesta idade, a dica é transmitir às “tias” da creche a rotina/peculiaridades sobre o bebê, aqueles manias que só a  mãe conhece e que farão toda a diferença na hora que os educadores forem fazer dormir, comer ou acalmar.
  • Na hora da escolha, como em todas as escolhas importantes na vida, os pais devem ficar muito atentos a seus sentidos e observar alguns aspectos que podem fazer toda a diferença na hora da decisão. Por exemplo: se as crianças que estavam na creche pareciam felizes e bem cuidadas, se os cuidadores transmitiam segurança e tratavam as crianças com carinho.
  • É importante que os pais optem pela creche com a qual mais se identificaram, pois esta confiança fará toda a diferença na adaptação. A criança precisa sentir que os pais estão tranqüilos
    .
  • Uma conversa com a professora  é bastante indicado também, criando um pouco de intimidade com a pessoa a quem entregará seu bebê

  • TRANSMITIR SEGURANÇA É FUNDAMENTAL; Recebi a dica de que é muito importante “entregar” seu filho para a professora com muita convicção e confiança. A criança, independente da idade, percebe com extrema facilidade isso! Lembre-se que o exemplo é tudo e que a mensagem falada é uma e a linguagem corporal é outra. E ambas devem estar em sintonia.
    Nada ir chorando levando a criança e afirmando que tudo vai ficar bem!
  • Outra dica é evitar sair escondido, de fininho. Confiança não se estabelece com mentiras, se você vai sair, diga “até logo, mamãe vai sair um pouquinho e depois volta buscar você! Agora a professora vai cuidar de você”.
Descobrir um novo mundo, o mundo das relações, das amizades e cheio de novas experiências pode ser muito encantador para seu bebê. Por isso muita calma e siga em frente!

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